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27 de agosto de 2026

Tributo ao Werneck

 


Neri Rosa, amigaço do meu saudoso tio Rui Werneck de Capistrano, vai fazer um tributo de um ano de seu falecimento. 

 

Vai ser no seu programa Mofonovo, na Mutante Rádio, domingo, dia 30 de agosto, às 14h. 

 

A transmissão pode ser ouvida depois no Mixcloud da rádio.

 

Valeu Neri!

7 de junho de 2026

Mais Juracy

Juracy RibeiroClube de AutoresFacebookYouTube

 

Recebi A ferro e fogo e Vidros e Vidraças de Juracy Ribeiro, cujo Jardim de Metáforas recentemente me convidou a prefaciar.

 

Minha ponte com ela, como se pode ver na postagem anterior, é meu tio Rui Werneck, com quem ela firmou longa amizade que rendeu não apenas frutos, mas também flores.

 

Refiro-me à bela rosa na orelha de Vidros e Vidraças -- onde está imortalizada um poema de meu tio em forma de flor, presenteada a Juracy, datada de setembro de 86. E ela mais do que retribuiu o presente, com sua obra revisitada e desabandonada, se me permitem o neologismo. Eis a sinopse:

 

Em 2026, quarenta anos depois, retorno a Vidros e Vidraças com olhar mais depurado, guiado pelo aperfeiçoamento técnico. Em 1986, faltava-me o conhecimento que agora possuo, após doze anos na coordenação de oficinas de escrita criativa, revisora e prestes a concluir minha formação em letras português espanhol e inglês. Este trabalho é resultado de maturação estética construída ao longo do tempo e de uma busca contínua pela essência, preservando a inocência inaugural do primeiro livro de poesia. 

 

Paul Valéry disse algo definitivo: “Um poema nunca está terminado. Apenas abandonado.” 

 

A primeira versão nasce do impulso. A posterior, da lucidez. Mas, em que momento um texto se torna definitivo? Talvez quando o próprio autor coloca o ponto final; então, se torna memória.

 


  

Meu tio revive também em prólogo de A ferro e fogo, através de carta à autora, datada de 1988, e faço minhas as suas palavras: Em frente, Juracy!

 

A ferro e fogo nasce do encontro entre imagens e palavras. 

 

No final dos anos 1990, a autora recebeu do pintor Claudionor Chaves Itacaramby cinco aquarelas, entregues com a generosidade de quem confia numa nova amiga, sem contar com a imprevisibilidade do tempo. Décadas depois, após a partida do artista, uma dessas obras encontra finalmente seu lugar, oferecendo beleza e prestígio a esta publicação. As outras virão posteriormente. 

 

Mais do que um livro, A ferro e fogo representa o cumprimento de uma promessa, diálogo entre artistas, onde a criação literária e as artes plásticas se entrelaçam. 

 

Nesta obra, o leitor é convidado a percorrer caminhos por onde os poemas fluem, de 1986 a 1988, na intensidade, resistência e transformação, numa narrativa construída a ferro e fogo.

16 de março de 2026

Jardim de Metáforas


A poetisa Juracy Ribeiro convidou-me para prefaciar seu livro Jardim de Metáforas, que dedica à memória de meu saudoso tio, Rui Werneck de Capistrano.

 

O livro está disponível pelo Clube de Autores, com suas outras obras. Ela está no Facebook e no YouTube.

 

Transcrevo a sinopse da autora:

 

Jardim de Metáforas foi concebido para concorrer ao Prêmio Carolina Maria de Jesus, do MinC, em 2023. Voltado, especialmente, às mulheres e aos negros, abrange a humanidade toda. Este livro é de poesia numa linguagem simples, como a de Carolina. 

 

Meu querido amigo, escritor de Curitiba, Rui Werneck de Capistrano, fez a transição em 26 de agosto de 2025. A homenagem agora é in memoriam. Seu livro Máquina de Escrever, premiado no Concurso Nacional de Contos do Paraná de 1988, foi de surpresa a mim dedicado. Livro com livro se paga. 

 

Jardim de Metáforas é todo seu, Rui. Livre-se. You know what I mean.

26 de janeiro de 2026

Causos da Roça - Editora Orlok

 

Estou na antologia "Causos da Roça" da Editora Orlok, no Volume 1, com o conto "O Som das Asas".

 

A obra está disponível pela plataforma UICLAP. Confiram! 

 


3 de novembro de 2025

Hack

 

 

Com muita satisfação, apresento HACK, meu nono livro e segundo romance, continuação do primeiro. É uma história cyberpunk acompanhando Galahad, o último cibercavaleiro britânico, o maior dos atuantes no reality show PolliceVerso.

 

O livro já está disponível pelo Clube de Autores e pela Amazon, e logo estará nas demais parceiras, o que vou atualizando na página do livro

 

Depois de anos -- décadas, realmente -- focando em contos, ainda que experimentando em gênero e ambientação, em 2023 lancei Peace and Love, Inc., que foi o primeiro para mim em muitas áreas: por ser o primeiro romance concluído (tenho outros dois inacabados), foi também o primeiro esforço em worldbuilding amplo para fins literários, a primeira obra para a qual desenvolvi um método de estrutura e encadeamento, a primeira para a qual fiz imersão em busca de um "clima" ou formato mental propício, e a primeira vez em que associei a escrita a uma obra preexistente, no caso um álbum da banda Information Society.

 

Depois de tanto tempo escrevendo textos curtos, entrei no empreendimento com apreensão, mas me surpreendi com a força do fluxo do texto me compelindo a continuar escrevendo muito além dos esperados primeiros capítulos. A obra concluída me causou mais satisfação do que um conjunto de contos de igual tamanho. Havia completado todos os objetivos que havia proposto para mim mesmo, e saído da experiência com um senso de verdadeira realização.

 

E de querer mais.

 

Afinal, o mundo que havia criado ainda estava na minha cabeça, o cliffhanger que havia deixado no final para os leitores me provocava também, e sobretudo o desafio autoproposto de fechar uma história usando as canções do álbum como um índice parecia estar dizendo, "duvido que faça de novo".

 

Então eu fui e fiz de novo!

 

O álbum para a continuação, em vez de ser o seguinte, foi o anterior: porque a ordem não seguiu a cronologia da banda, mas minha própria ordem de preferência dos álbuns. Foi colocar Hack para ouvir e logo a primeira música me fez imaginar uma cidade em chamas, gangues sem controle, uma população intimidada, e algo subjacente, um poder, uma força que pulsava nessa distopia, primeiro a favor dos donos do mundo, mas depois oposta a ela, como Iblis, no primeiro livro.

 

Mas quis fazer uma aproximação diferente à que usei em Peace and Love, Inc. Enquanto no primeiro eu tinha foco em tecnologia, a Rede e o ativismo/terrorismo correndo nas sombras, desta vez eu pensei em mudar para o lado da lei, mostrar o mais distópico que podia da polícia, da política e da mídia, que se confundem para um espetáculo de controle social e subjugação comercial.

 

A obra não apenas funciona como a história de Galahad como traz um desfecho para Iblis, e funciona como um arco maior do que se tornou, creio, uma narrativa maior sobre mAItreya, a inteligência artificial adorada como um deus digital por humanos e IAs, que se revela como uma encarnação das variáveis -- todas humanas -- que levaram o mundo a se tornar como é na obra. 

 

Espero que gostem, como eu gostei de escrevê-la!