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16 de março de 2026

Jardim de Metáforas


A poetisa Juracy Ribeiro convidou-me para prefaciar seu livro Jardim de Metáforas, que dedica à memória de meu saudoso tio, Rui Werneck de Capistrano.

 

O livro está disponível pelo Clube de Autores, com suas outras obras. Ela está no Facebook e no YouTube.

 

Transcrevo a sinopse da autora:

 

Jardim de Metáforas foi concebido para concorrer ao Prêmio Carolina Maria de Jesus, do MinC, em 2023. Voltado, especialmente, às mulheres e aos negros, abrange a humanidade toda. Este livro é de poesia numa linguagem simples, como a de Carolina. 

 

Meu querido amigo, escritor de Curitiba, Rui Werneck de Capistrano, fez a transição em 26 de agosto de 2025. A homenagem agora é in memoriam. Seu livro Máquina de Escrever, premiado no Concurso Nacional de Contos do Paraná de 1988, foi de surpresa a mim dedicado. Livro com livro se paga. 

 

Jardim de Metáforas é todo seu, Rui. Livre-se. You know what I mean.

26 de janeiro de 2026

Causos da Roça - Editora Orlok

 

Estou na antologia "Causos da Roça" da Editora Orlok, no Volume 1, com o conto "O Som das Asas".

 

A obra está disponível pela plataforma UICLAP. Confiram! 

 


3 de novembro de 2025

Hack

 

 

Com muita satisfação, apresento HACK, meu nono livro e segundo romance, continuação do primeiro. É uma história cyberpunk acompanhando Galahad, o último cibercavaleiro britânico, o maior dos atuantes no reality show PolliceVerso.

 

O livro já está disponível pelo Clube de Autores e pela Amazon, e logo estará nas demais parceiras, o que vou atualizando na página do livro

 

Depois de anos -- décadas, realmente -- focando em contos, ainda que experimentando em gênero e ambientação, em 2023 lancei Peace and Love, Inc., que foi o primeiro para mim em muitas áreas: por ser o primeiro romance concluído (tenho outros dois inacabados), foi também o primeiro esforço em worldbuilding amplo para fins literários, a primeira obra para a qual desenvolvi um método de estrutura e encadeamento, a primeira para a qual fiz imersão em busca de um "clima" ou formato mental propício, e a primeira vez em que associei a escrita a uma obra preexistente, no caso um álbum da banda Information Society.

 

Depois de tanto tempo escrevendo textos curtos, entrei no empreendimento com apreensão, mas me surpreendi com a força do fluxo do texto me compelindo a continuar escrevendo muito além dos esperados primeiros capítulos. A obra concluída me causou mais satisfação do que um conjunto de contos de igual tamanho. Havia completado todos os objetivos que havia proposto para mim mesmo, e saído da experiência com um senso de verdadeira realização.

 

E de querer mais.

 

Afinal, o mundo que havia criado ainda estava na minha cabeça, o cliffhanger que havia deixado no final para os leitores me provocava também, e sobretudo o desafio autoproposto de fechar uma história usando as canções do álbum como um índice parecia estar dizendo, "duvido que faça de novo".

 

Então eu fui e fiz de novo!

 

O álbum para a continuação, em vez de ser o seguinte, foi o anterior: porque a ordem não seguiu a cronologia da banda, mas minha própria ordem de preferência dos álbuns. Foi colocar Hack para ouvir e logo a primeira música me fez imaginar uma cidade em chamas, gangues sem controle, uma população intimidada, e algo subjacente, um poder, uma força que pulsava nessa distopia, primeiro a favor dos donos do mundo, mas depois oposta a ela, como Iblis, no primeiro livro.

 

Mas quis fazer uma aproximação diferente à que usei em Peace and Love, Inc. Enquanto no primeiro eu tinha foco em tecnologia, a Rede e o ativismo/terrorismo correndo nas sombras, desta vez eu pensei em mudar para o lado da lei, mostrar o mais distópico que podia da polícia, da política e da mídia, que se confundem para um espetáculo de controle social e subjugação comercial.

 

A obra não apenas funciona como a história de Galahad como traz um desfecho para Iblis, e funciona como um arco maior do que se tornou, creio, uma narrativa maior sobre mAItreya, a inteligência artificial adorada como um deus digital por humanos e IAs, que se revela como uma encarnação das variáveis -- todas humanas -- que levaram o mundo a se tornar como é na obra. 

 

Espero que gostem, como eu gostei de escrevê-la!

24 de setembro de 2025

OZYMANDIAS de Percy Shelley

O Colosso de Ozymandias (nome helenizado de Ramsés II), Ramesseum, Luxor, Egito
Charlie Phillips, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

OZYMANDIAS de Percy Bysshe Shelley (1792-1892)
Traduzido por Eduardo Capistrano
(preservando a estrutura de rima)

O texto original utilizado foi obtido de Rosalind and Helen, A Modern Eclogue; With Other Poemsna biblioteca digital HathiTrust. A coletânea poética foi publicada em 1819 em Londres pela C. and J. Ollier. Ironicamente, Ozymandias, um dos "outros poemas" do livro, é de longe seu texto mais conhecido. O soneto tem rima ABAB ACDC EDE FEF.


Eu encontrei de uma terra antiga um viajante
Que disse: Duas vastas pernas de pedra, o tronco perdido,
Erguem-se no deserto. Perto delas, na areia, adiante
Meio enterrada, uma face estilhaçada jaz, cujo franzido,

E lábio enrugado, e o escárnio de frio comandante,
Contam que seus escultores bem tais paixões decifraram
Que ainda sobrevivem, estampadas naquelas coisas estéreis,
A mão que zombou delas e o coração que alimentaram:

E no pedestal estas palavras aparecem:
Meu nome é Ozymandias, Rei dos Reis:
Contemplem minhas obras, ó Poderosos, e se desesperem!

Nada além remanesce. Ao redor da decadência
Daquele colossal destroço, sem limite e vazias se vêem
As solitárias e planas areias estendendo à distância.

23 de setembro de 2025

Cazadores de la Calle del Bosque

 

Minha novela infantil, de crianças que combatem os monstros do Escuro com o poder da imaginação, foi traduzida para o espanhol!

 

"Cazadores de la Calle del Bosque", com tradução de Gabriela Silva por meio da plataforma Babelcube, está disponível na Amazon e na eBooks.com.