Juracy Ribeiro: Clube de Autores, Facebook, YouTube
Recebi A ferro e fogo e Vidros e Vidraças de Juracy Ribeiro, cujo Jardim de Metáforas recentemente me convidou a prefaciar.
Minha ponte com ela, como se pode ver na postagem anterior, é meu tio Rui Werneck, com quem ela firmou longa amizade que rendeu não apenas frutos, mas também flores.
Refiro-me à bela rosa na orelha de Vidros e Vidraças -- onde está imortalizada um poema de meu tio em forma de flor, presenteada a Juracy, datada de setembro de 86. E ela mais do que retribuiu o presente, com sua obra revisitada e desabandonada, se me permitem o neologismo. Eis a sinopse:
Em 2026, quarenta anos depois, retorno a Vidros e Vidraças com olhar mais depurado, guiado pelo aperfeiçoamento técnico. Em 1986, faltava-me o conhecimento que agora possuo, após doze anos na coordenação de oficinas de escrita criativa, revisora e prestes a concluir minha formação em letras português espanhol e inglês. Este trabalho é resultado de maturação estética construída ao longo do tempo e de uma busca contínua pela essência, preservando a inocência inaugural do primeiro livro de poesia.
Paul Valéry disse algo definitivo: “Um poema nunca está terminado. Apenas abandonado.”
A primeira versão nasce do impulso. A posterior, da lucidez. Mas, em que momento um texto se torna definitivo? Talvez quando o próprio autor coloca o ponto final; então, se torna memória.
Meu tio revive também em prólogo de A ferro e fogo, através de carta à autora, datada de 1988, e faço minhas as suas palavras: Em frente, Juracy!
A ferro e fogo nasce do encontro entre imagens e palavras.
No final dos anos 1990, a autora recebeu do pintor Claudionor Chaves Itacaramby cinco aquarelas, entregues com a generosidade de quem confia numa nova amiga, sem contar com a imprevisibilidade do tempo. Décadas depois, após a partida do artista, uma dessas obras encontra finalmente seu lugar, oferecendo beleza e prestígio a esta publicação. As outras virão posteriormente.
Mais do que um livro, A ferro e fogo representa o cumprimento de uma promessa, diálogo entre artistas, onde a criação literária e as artes plásticas se entrelaçam.
Nesta obra, o leitor é convidado a percorrer caminhos por onde os poemas fluem, de 1986 a 1988, na intensidade, resistência e transformação, numa narrativa construída a ferro e fogo.

















0 comentários:
Comente...