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16 de abril de 2011

Minha escolha de publicação

Como mencionei no começo deste blog, minha primeira experiência de publicação, de meu livro "Histórias Estranhas", foi utilizando uma editora sob demanda, no caso a Câmara Brasileira de Jovens Escritores.

Naquela ocasião meus esforços foram certamente rudimentares, visto ser o primeiro contato com o mundo das publicações. Após o êxtase de ver o livro publicado, veio a desmotivadora série de críticas e confrontos a diversos aspectos do livro. "Por que não prestou atenção nisso ou naquilo?", "Como deixou o livro sair assim?" Evidente que eu também podia perguntar, onde estavam os críticos quando eu estava fazendo o livro?

Um dos motivos mesmo de eu fazer este blog foi documentar os vários esforços e tentativas, de modo que ninguém possa dizer, dentre outros, "você não revisou o livro", "você não fez a ficha catalográfica", "você nem tentou mandar pra uma editora". E, principalmente, "você não tem um blog nem participa de redes sociais".

Não tendo acesso às grandes editoras, relembro os problemas principais de publicar com uma editora sob demanda: a relação investimento/estoque/preço final e a falta de distribuição e divulgação. Pensava a respeito quando voltei à minha intenção original. Ora, o que eu queria era que minhas estórias fossem lidas, não obter lucro com elas.

Desejava disponibilizá-las em formato livro realmente por uma preferência pessoal, de vê-las na roupagem de estórias, nas páginas, envoltas por uma capa que tinha em mente desde que comecei a imaginar o livro. Queria ganhar dinheiro com ele? Não. Queria que fosse lido? Com certeza.

Quando reunia nomes para minha lista de editoras, busquei mais informações sobre os serviços de autopublicação, e pareceu-me exatamente o que eu queria. Estes serviços permitem a disponibilização do livro online, para baixar em formato digital, e impresso, para os da "velha guarda". Diversas opiniões apontavam como principal fator desmotivador o alto custo unitário, que se somado a qualquer lucro para o autor poderia impedir a venda.

O custo do livro é alto por não haver investimento por parte do autor, e com os livros sendo impressos para atender os pedidos, não há estoque. Os serviços inclusive enviam o livro a quem o comprou.

Analisando os serviços disponíveis, elegi a Bookess, por vários fatores mas principalmente por sua proposta se aproximar bastante da oferecida pela consagrada Lulu, mas sendo baseada no Brasil e oferecer frete grátis do livro para território nacional.

Concluí que a proposta era ideal para minha intenção. Disponibilizarei o livro através da Bookess, em três formatos:

- lido gratuitamente com o visualizador em Flash da Bookess, tanto aqui no blog quanto lá na página da editora;
- baixado em arquivo .PDF;
- adquirido em versão impressa.

Os custos da versão digital e versão impressa serão sem qualquer lucro para mim, visando reduzi-los ao máximo e permitir que mais pessoas possam adquiri-lo. Apesar do custo da versão impressa ainda ser um tanto alto, com o livro de graça e a versão digital bastante barata, o livro impresso só realmente precisa ser adquirido por quem fizer questão de ter o livro -- ou por quem, como eu, não aguenta ler nenhum texto longo em tela de computador.

Mas vale a pena... eu estou longe de ser imparcial, mas tenho que dizer que o livro ficou bonito!

Observem que não aguardava resposta da Nobel, já vinha estudando os serviços e especificamente o da Bookess desde então. O que fiz até o momento que ainda não havia divulgado:

- diagramei o livro por conta própria, formatando folhas iniciais, páginas de texto, títulos para os contos, cabeçalhos e rodapés;
- adaptei a capa que já tinha definido para os padrões permitidos pelo programa de criar capas da Bookess;
- adquiri um exemplar de meu próprio livro antes de disponibilizá-lo na Bookess, para ver a qualidade da publicação.

Nos próximos dias vou falar da capa, anunciar oficialmente a disponibilização do livro na Bookess, e programar uma festa, porque, se forem ver, meu plano de publicá-lo em um ano deu certo: a primeira postagem deste blog foi em 24 de maio de 2010.

2 comentários:

Anônimo

puxa... fiquei feliz com essa definição! Queria que você também informasse o valor do livro impresso para quem for encomendar (como é o meu caso) e do frete. E se, mesmo depois da festa de lançamento, eu teria direito a um autógrafo... impresso???? Um abraço e parabéns! Ask.

Eduardo Capistrano

À minha amiga e a quem se interessar, vou lançar "oficialmente" o livro no blog em postagem própria, além de incorporar no blog atalhos e widgets da Bookess para ter acesso às versões do livro. Se o widget não informar os valores, eu informarei na postagem! Também discorrerei sobre o único "problema" desse sistema, que é a questão do autógrafo... aguardem!

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