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26 de abril de 2011

Hstória da Capa

Uma das críticas feitas ao meu livro anterior foi com relação à capa, que foi uma ideia minha sobre a qual trabalhou a editora. Apesar de uma alteração essencial me incomodar (já que "Histórias" e "Estranhas" tinham intencionalmente o mesmo número de letras, imaginava as palavras uma sobre a outra, letra por letra, invertidas em preto e branco), havia me agradado o resultado final.

Elevei os padrões para "A Quarta Dimensão", procurando entender, até onde pude, o que tornava uma capa de livro atraente. Uma vez que formei uma ideia preliminar de como fazer a capa, imediatamente comecei a imaginar como ela seria.

O impulso foi certamente precipitado. Ora, todos os passos que descreverei a seguir foram tomados ANTES sequer de eu começar este blog. A prova é que os gráficos de fundo de página e título do blog original eram baseados na capa pronta.

Precipitado porque não tinha, a princípio, qualquer garantia de que ela seria usada. Muitas editoras incluem a criação da capa em seus serviços, sequer permitindo ao autor esta etapa. Assim, tive que aos poucos aceitar o fato de que o livro poderia ser publicado sem a capa que defini.

Mas para mim foi irresistível. Para mim, imaginar o livro publicado exigia imaginar a capa, para ter algo mais em mente que não fossem meras folhas de papel com pontinhos pretos.

O primeiro passo para criar minha própria capa foi saber como. Os verdadeiros capistas e designers irão me ostracizar pelo que direi, mas não sou um profissional. Orgulhoso e prolífico "improvisador" com programas, criei um molde de capa no próprio Word, que disponibilizo aqui. A capa envolve o livro, então começa pela área da orelha da contra-capa, que reservei para uma mini-biografia com foto. Segue a contra-capa, que dediquei a um texto que apresenta o livro. A lombada vem em seguida, com o texto correndo de baixo para cima. A capa vem em seguida, com o gráfico concluindo com a orelha da capa, que dediquei a um fragmento de um dos contos, para servir de amostra do conteúdo.

O truque é simples, utilizar as ferramentas de desenho (principalmente caixas de texto e WordArt) e imagens flutuantes dentro das áreas que delimitam as áreas das orelhas, capa, contra-capa e lombada. Excessos que ultrapassem as margens podem ser então cobertos com retângulos preeenchidos de branco, para o resultado final ser convertido em documento .PDF, que depois pode ser convertido em imagem (por exemplo, com o Gimp). Eu avisei que era improvisado.

O passo seguinte foi encontrar uma imagem. A capa que imaginei seria título e autor sobre uma grande imagem de fundo, evocativa do tema do livro. Procurei no Google Imagens por palavras-chave diversas, separando imagens interessantes e criando capas a partir delas.

Procurando por faces de relógio, encontrei esta aproximação da face do relógio astronômico de Strasburgo, que indica cada um dos dias do ano:


Procurando por um relógio cuco, encontrei esta imagem:


E acabei encontrando também o bizarro Cuckoo Clock de Michael Sans:


Eventualmente, esbarrei no que definiria a capa final. A palavra-chave "tempo" produziu todo tipo de resultado evocativo, mas me atraiu a atenção uma foto intitulada "Tunnels of Time", do Flickr do usuário fdecomite:


O efeito me conquistou. Não pude determinar os direitos de uso sobre a foto do relógio cuco, mas não poderia usar as demais sem licença. Procurei contato com fdecomite sobre a utilização da foto dele, mas não obtive resposta.
Procurei então aprender como ele foi feito. Mas isso fica para a próxima postagem, quando tratarei da capa final!

[Editado em 27/04/2011] Como os comentários exigiram que eu mencionasse, a capa final não é nenhuma dessas. Nunca iria utilizar nenhuma das imagens em uma publicação sem permissão. Elas figuram aqui apenas para ilustrar o processo de definição da capa, sem, evidentemente, qualquer outro objetivo. Ainda assim, se os detentores dos direitos desejarem, basta me comunicarem e eu as removerei imediatamente.
A capa final, de novo, não é nenhuma dessas, e a detalharei na próxima postagem.

16 de abril de 2011

Minha escolha de publicação

Como mencionei no começo deste blog, minha primeira experiência de publicação, de meu livro "Histórias Estranhas", foi utilizando uma editora sob demanda, no caso a Câmara Brasileira de Jovens Escritores.

Naquela ocasião meus esforços foram certamente rudimentares, visto ser o primeiro contato com o mundo das publicações. Após o êxtase de ver o livro publicado, veio a desmotivadora série de críticas e confrontos a diversos aspectos do livro. "Por que não prestou atenção nisso ou naquilo?", "Como deixou o livro sair assim?" Evidente que eu também podia perguntar, onde estavam os críticos quando eu estava fazendo o livro?

Um dos motivos mesmo de eu fazer este blog foi documentar os vários esforços e tentativas, de modo que ninguém possa dizer, dentre outros, "você não revisou o livro", "você não fez a ficha catalográfica", "você nem tentou mandar pra uma editora". E, principalmente, "você não tem um blog nem participa de redes sociais".

Não tendo acesso às grandes editoras, relembro os problemas principais de publicar com uma editora sob demanda: a relação investimento/estoque/preço final e a falta de distribuição e divulgação. Pensava a respeito quando voltei à minha intenção original. Ora, o que eu queria era que minhas estórias fossem lidas, não obter lucro com elas.

Desejava disponibilizá-las em formato livro realmente por uma preferência pessoal, de vê-las na roupagem de estórias, nas páginas, envoltas por uma capa que tinha em mente desde que comecei a imaginar o livro. Queria ganhar dinheiro com ele? Não. Queria que fosse lido? Com certeza.

Quando reunia nomes para minha lista de editoras, busquei mais informações sobre os serviços de autopublicação, e pareceu-me exatamente o que eu queria. Estes serviços permitem a disponibilização do livro online, para baixar em formato digital, e impresso, para os da "velha guarda". Diversas opiniões apontavam como principal fator desmotivador o alto custo unitário, que se somado a qualquer lucro para o autor poderia impedir a venda.

O custo do livro é alto por não haver investimento por parte do autor, e com os livros sendo impressos para atender os pedidos, não há estoque. Os serviços inclusive enviam o livro a quem o comprou.

Analisando os serviços disponíveis, elegi a Bookess, por vários fatores mas principalmente por sua proposta se aproximar bastante da oferecida pela consagrada Lulu, mas sendo baseada no Brasil e oferecer frete grátis do livro para território nacional.

Concluí que a proposta era ideal para minha intenção. Disponibilizarei o livro através da Bookess, em três formatos:

- lido gratuitamente com o visualizador em Flash da Bookess, tanto aqui no blog quanto lá na página da editora;
- baixado em arquivo .PDF;
- adquirido em versão impressa.

Os custos da versão digital e versão impressa serão sem qualquer lucro para mim, visando reduzi-los ao máximo e permitir que mais pessoas possam adquiri-lo. Apesar do custo da versão impressa ainda ser um tanto alto, com o livro de graça e a versão digital bastante barata, o livro impresso só realmente precisa ser adquirido por quem fizer questão de ter o livro -- ou por quem, como eu, não aguenta ler nenhum texto longo em tela de computador.

Mas vale a pena... eu estou longe de ser imparcial, mas tenho que dizer que o livro ficou bonito!

Observem que não aguardava resposta da Nobel, já vinha estudando os serviços e especificamente o da Bookess desde então. O que fiz até o momento que ainda não havia divulgado:

- diagramei o livro por conta própria, formatando folhas iniciais, páginas de texto, títulos para os contos, cabeçalhos e rodapés;
- adaptei a capa que já tinha definido para os padrões permitidos pelo programa de criar capas da Bookess;
- adquiri um exemplar de meu próprio livro antes de disponibilizá-lo na Bookess, para ver a qualidade da publicação.

Nos próximos dias vou falar da capa, anunciar oficialmente a disponibilização do livro na Bookess, e programar uma festa, porque, se forem ver, meu plano de publicá-lo em um ano deu certo: a primeira postagem deste blog foi em 24 de maio de 2010.

11 de abril de 2011

Resposta da Nobel

O túmulo de Alfred Nobel (1833-1896)
O resultado do envio dos originais de "A Quarta Dimensão" para a Editora Nobel foi o seguinte.

Em 1º de Abril, recebi uma mensagem contendo o seguinte:
Prezado Sr. Eduardo,
Segue em arquivo anexo, proposta de edição para o livro "Os Segredos de Adestramento do Dono".
Cordialmente,
Ary Kuflik Benclowicz
Diretor/Editor
A princípio pensei tratar-se de um livro-modelo com o título acima para eu ter uma ideia do que eles propunham, mas foi um erro mesmo. A mensagem trazia em anexo dois arquivos, uma proposta -- contendo o título correto de meu livro -- e um questionário.
Em vez de transcrever a proposta, tratarei de resumi-la. A Nobel propôs a publicação de 2.000 exemplares, sendo que eu como autor adquiriria 1.000 exemplares por R$24 cada, para um montante (sim, suas contas estão certas) de R$24.000. Pagáveis em 4 prestações de R$6.000, em diferentes estágios da publicação.

Os 1.000 exemplares da Nobel seriam distribuídos e divulgados nacionalmente com toda a estrutura da editora, e da venda deles, com preço estipulado pelo autor, seriam pagos 10% ao autor. Os 1.000 exemplares do autor não poderiam ser vendidos de qualquer forma a prejudicar a venda dos exemplares da editora.

A aquisição de 1.000 exemplares é requerida apenas para a primeira edição. Para as seguintes, o autor teria apenas seus 10% a receber.

Proposta semelhante é oferecida pela Novo Século, em que o investimento requerido do autor é bastante grande, em troca de uma (esperada) grande estrutura de distribuição, divulgação e venda.

O custo para mim parecia exorbitante, mas provocado pela promessa de distribuição e divulgação a nível nacional, em 5 de abril tentei:
Olá, estou respondendo à proposta da editora Nobel para edição de meu livro "A Quarta Dimensão".
O valor requerido, de R$24.000,00, referente à compra de 1000 exemplares por R$24,00 cada, é para mim proibitivo, pois não conto com patrocinador e, portanto, dependo de recursos próprios.
Há a possibilidade de redução do custo se eu dispensar os 10% de direitos autorais? Há alguma outra forma de reduzir os custos?
Agradeço antecipadamente a atenção.
Que foi respondido, em 8 de abril, com:
Prezado Sr. Eduardo,
Agradecemos por seu retorno a nossa proposta. Lamentamos, mas esta é a única opção que dispomos para viabilizar o seu projeto.
Cordialmente,
Ary Kuflik Benclowicz
Ora, apesar da proposta impeditiva, este contato foi muito mais satisfatório do que o que tive com a Rocco. A editora não me deu falsas expectativas, não fiquei esperando resposta, mas ela veio. Apesar de algum deslize, o trato foi bastante adequado e objetivo. Só pude concluir desse jeito, em data de hoje:
Agradeço a todos da Nobel pela oportunidade, mas pelo custo ser proibitivo em face dos recursos disponíveis, não posso aceitar.
Obrigado pela atenção e resposta.

5 de abril de 2011

Interlúdios, intermitências, iminências


- O blog já passou da postagem de número 100 (esta é a 102ª), viva!;
- Ainda aguardando o resultado de uma tentativa de publicação, (que meu Twitter pode ter entregado antes do tempo), o único elemento que falta antes de publicá-la aqui;
- Recebi notícias informais sobre uma publicação com a qual colaborarei, que também aguardo sair para divulgar e discutir;
- Chegou resposta da Editora Nobel, que pensei em publicar, mas não sem antes tentar resolver plenamente;
- Intensifiquei as pesquisas para a antologia poética de meu bisavô, virando (mais uma vez) frequentador assíduo da Documentação Paranaense na Biblioteca Pública do Paraná, toda terça e quinta;
- Planos para uma página dedicada a uma brincadeira de contar estórias chamada "Xerazade".