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7 de agosto de 2010

Tempo e Videogame (1)

Esta é uma lista de jogos de videogame que trazem elementos relacionados ao Tempo. Procurarei evitar títulos fundamentalmente educativos, como Where in Time is Carmen Sandiego, Mario's Time Machine ou Pepper's Adventure in Time.

Space Quest IV: Roger Wilco and the Time Rippers (Sierra, 1991). Integrante de uma das memoráveis séries de adventures da produtora (que inclui Leisure Suit Larry, Gabriel Knight e outras Quest, Police e King's), o jogo, com muito bom humor, faz o protagonista Roger Wilco viajar no tempo e visitar não apenas jogos -- e gráficos -- antigos da série, como hipotéticos títulos futuros.

Maniac Mansion: Day of the Tentacle (LucasArts, 1993). Talvez o melhor adventure de todos os tempos, a continuação do também excelente Maniac Mansion traz de volta o nerd (geek?) Bernard Bernouilli, ao lado da maluca Laverne e do gordo metaleiro Hoagie à residência do Dr. Fred Edison, para libertar seus amigos Green e Purple Tentacle. Ocorre que Purple Tentacle, com adições decisivas à sua anatomia causadas por exposição a dejetos tóxicos, estava preso porque queria dominar o mundo. Dr. Fred tenta enviá-los ao passado em uma máquina que inventou, mas algo dá errado...

Pac-in-Time (Namco, 1994). Pac Man é lançado no passado por um inimigo, a Ghost Witch, na época que era apenas um Pac Boy. Adaptação idêntica do jogo europeu Fury of the Furries, seu uso do personagem mais bem conhecido renovou o interesse nele, trazendo-o para um novo nicho no gênero plataforma.

Chrono Trigger (Square, 1995). O aclamado título da produtora integrou seu excelente acervo de RPGs para o Super NES, inaugurando mais uma série (ainda que curta) como Sword of Mana e Final Fantasy. Em um de seus típicos mundos tecno-fantásticos, a estória acompanha Crono, que utiliza os recursos de três sábios para viajar pelo tempo e recrutar guerreiros formidáveis de cada época para derrotar uma terrível ameaça.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (Nintendo, 1998). O quinto jogo de uma das mais bem-sucedidas séries de videogames, neste título o protagonista Link se vale da ocarina do título para dar pulos no tempo e vencer quebra-cabeças. A própria trama da estória inclui fundamentos temporais, na maioria das vezes indicada como o início da cronologia da série -- e também um divisor de águas de duas linhas temporais que só se fundem nos jogos gêmeos Oracle of Ages/Seasons.

Chrono Cross (Square, 1999). Um dos melhores RPGs lançados para o console, é uma "continuação temática", com total licença narrativa sobre todos os elementos, como ocorre com outras séries da Square. Enquanto Chrono Trigger lidava com viagens para o passado e futuro de um mundo, aqui o protagonista Serge visita mundos alternativos, criados por ramificações no Tempo.

The Longest Journey (Funcom, 1999). O adventure faz jus ao nome, com uma longa trama que mescla inteligentemente os gêneros de ficção-científica e fantasia. A protagonista April Ryan, residente de um mundo futurista tecnológico depois chamado de "Stark", descobre que pode visitar o mundo alternativo de "Arcadia", um mundo mágico que não avançou cientificamente. Ela se torna instrumental para deter que os mundos se reúnam e uma grande catástrofe ocorra.

The Legend of Zelda: Majora's Mask (Nintendo, 2000). O jogo imediatamente seguinte a Ocarina of Time na série. O vilão Skull Kid rouba a Ocarina do Tempo de Link e depois uma poderosa máscara de um vendedor misterioso, com a qual faz a lua cair sobre o mundo, a ser destruído em três dias. No fim dos três dias, Link consegue recuperar apenas a Ocarina, com a qual retorna para o início dos três dias. O jogo requer diversos retornos como esse, mas Link consegue manter máscaras e canções que obteve, para com os recursos acumulados tentar salvar o mundo e escapar da prisão temporal.

Braid (Jonathan Blow, 2008). O excelente jogo estilo plataforma é costumeiramente citado como exemplo para os videogames como mídia para contar estórias, do gênero que só eles podem contar. O personagem deve superar quebra-cabeças manipulando o tempo, de maneiras diferentes em cada fase: revertendo, gerando cópias temporais, atrelando o seu curso ao movimento para a esquerda ou direita ou criando uma área em que as coisas desaceleram. Ao resolver as fases, o personagem recupera memórias fragmentadas, que contam uma magnífica estória incerta, sobre relatividade no tempo e na psicologia humana.

Half-Minute Hero (Marvelous Entertainment, 2010). O jogo, que faz tributo a jogos antigos desde os gráficos pixelados, traz vilões que querem destruir o mundo com um feitiço em 30 segundos. O herói deve travar combates-relâmpago com monstros e subir de nível até ser capaz de lutar contra o vilão, com a ajuda da deusa do tempo, que cobra ouro para zerar o cronômetro enquanto preserva o nível e itens do herói. Alguns eventos nas fases requerem ações em momentos corretos ou voltas no tempo. O jogo inicial destrava outros modos, em que se joga como vilão ou princesa.

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